quinta-feira, 29 de março de 2012

Post do ouriço azul

Sem polêmicas hoje. Hoje o assunto é mais digerível do que não fazer faculdade ou ainda ter hímen. Enfim…

Nasci nos meados dos anos 90. Não me considero uma 90’s kid, afinal, nesta década eu era um bebê. Afirmar isso é coisa de hipster babaca que acha que já é “grandinho”.

Apesar de ter nascido nessa época, minha infância foi preenchida com referências da cultura pop dos anos 60, 70, 80 e 90 (sobretudo estas duas últimas décadas). Passava o dia lendo gibis da Turma da Mônica e do Pato Donald – tanto os antigos quanto os que eram novos na época –, jogando Super Nintendo e Mega Drive, ouvindo Trem da Alegria e Balão Mágico, assistindo Jaspion, Changeman, Beakman, e sonhando em ser a versão feminina do Marty McFly. Eu não usava drogas…

Como citei previamente, joguei muito 16-bits: SNES e Mega Drive. Cresci jogando Mario e Sonic.

Eu gostava do Sonic pra cacete. Lembro até de ter uma meia do ouriço. Apesar de jogar Mario com mais frequência, achava o bicho azul da Sega bem mais carismático e criativo do que o encanador italiano matador de tartarugas – porra, estamos falando de um ouriço AZUL que corre em velocidade supersônica e que confronta um cientista megalomaníaco louco por robôs!

FUCKING EPIC
LULZ


Fora que a causa do Sonic é mais nobre do que a do Mario. O bigodudo da Big N se fode pra salvar a Peach enquanto o Sonic tenta impedir o Robotnik de criar uma utopia robótica. Mas que envergadura moral tem uma pessoa que possui o VHS de “Super Mario Bros. – The Movie” pra criticar o encanador?

O Sonic era foda. Com uma cara de “tô meio mau humorado hoje, bora chutar a bunda do Robotnik”, baixinho, redondinho e colorido, era óbvio que a Sega iria desfrutar do sucesso de um mascote que atraía a atenção da molecada da época.

Não vou comentar sobre toooooda a história do mascote da Sega, porque eu imagino que quem lê este blog já saiba dela.

Tudo ia bem até que…

VOCÊ NÃO É O SONIC, SAI DAQUI

…ESTA MERDA APARECE!

Cara, na boa. Que porra fizeram com o Sonic?

Transformaram um personagem marcante em algo irritante. Fora as cagadas nos jogos, como demorar MAIS pra pegar velocidade, os “turbos”, os ETs meio sem-noção em Sonic Colors…

Tiraram a graça do Sonic, que era correr, correr e correr com uma “física” consistente. Hoje em dia você demora um certo tempo até pegar uma velocidade, destrói uns robozinhos meio toscos e tem que ouvir a voz irritante de “adolescente ultracool” do ouriço, além das fases trazerem aquela maravilhosa sensação de epilepsia…

Não que os novos jogos sejam ruins. São bons, mas não são Sonic – apenas no nome.

Compare
Falaê: qual deles você socaria?


Pense se fizessem isso com o Mario. Tente imaginar o Shiggy dizendo: “Okay, os games estão evoluindo, então vamos fazer nosso mascote entrar na nova geração. Sabe o Mario? Então pega ele, deixa ele meio adolescente e põe uns trejeitos ‘radicais UHUL’. Pronto, agora todo mundo vai amar isso.”

Por falar em Mario, era legal quando havia a rivalidade épica do encanador e do ouriço. Antes era assim: ou você gostava do Mario, ou você gostava do Sonic. Não tinha meio-termo, era 8 ou 80. E depois, o que acontece?

Meu universo tinha explodido na época

No meu universo, onde as coisas funcionam perfeitamente, esta merda NUNCA aconteceria. Muito conveniente fazer os personagens darem um aperto de mão após as campanhas do tipo Genesis does

Se a Sega não tivesse cagado com o próprio mascote (e investido em consoles falhos), talvez não fosse uma softhouse morta-viva. Mas todos sabem que a história não foi bem assim. E pensar que “Sega” já foi um nome de respeito com bons títulos…

Mas, só pra finalizar:

Clássico é clássico, next gen é meu pau de óculos

ISTO É SONIC.

sábado, 17 de março de 2012

Qual é o problema da virgindade?

Segundo post polêmico do dia. Yay!

Fiz uma pequena introspecção esses dias. Nada demais, eu gosto de fazer isso. Faz bem…

Enfim… O pensamento que deu origem a esta postagem foi bem simples:

“Estou a alguns passos de completar 17 anos. Logo me formarei. Tirando os anos adiantados na escola, os gostos estranhos e os poucos amigos, o que mais me diferencia do resto? Só pode ser a virgindade.”

Não que eu reclame por ser virgem, muito pelo contrário. Me orgulho disso. É o porquê desse orgulho que ninguém entende. O que direi a seguir pode parecer extremamente egoísta e metido – e é, infelizmente –, mas até que faz sentido:

Apenas os desesperados por atenção se deixam levar pela promiscuidade em idade tão tenra. Sabe, pessoas que não sabem aproveitar a idade pra fazer algo produtivo, ou no mínimo criativo. A maioria esmagadora e desvirginada crê que aproveitar a juventude é isso: beber, talvez até fumar, dançar, passar vexame nas ruas de madrugada, “pegar geral” e transar. Me enoja só de pensar em estar no lugar desses seres. Aliás, odeio o termo “pegar”. Ô geração escrota essa em que vivo.

Eu sei escrever. Meus textos podem não ser grande coisa, mas são melhores do que muitos criados pelo pessoal da mesma faixa etária que a minha. Dê uma revirada nos blogs e tumblrs adolescentes, e espante-se com a mediocridade. Só não diga que eu não avisei.

Eu sou inteligente, por mais que neste blog eu prove o contrário. Sou bonita à minha maneira – menos quando acordo. E, acima de tudo, tenho algo importantíssimo chamado respeito próprio.

Eu me respeito. Por me respeitar tanto, não me deixo envolver com qualquer merda só porque a maioria o faz. Não fumo e não bebo porque não vejo razões plausíveis para estragar meus pulmões e meu fígado a esmo. Não beijo qualquer moleque retardado só porque as biscates precoces vivem disso. Por isso, não sou vazia como o resto: tenho princípios.

Se essas pessoas fossem tão felizes consigo mesmas, elas estariam fazendo tamanha merda? É o jeito delas de se iludirem.

Já disse PC Siqueira: “as pessoas saem na rua pra tomar no cu.” Não sou muito fã dele, mas isso é verdade. Acham que isso é diversão, mas no fundo sabe o quanto são vazias.

Nunca beijei ninguém. Nunca tive paixões – até porque nessa idade, dizer que tenho “experiência” no assunto, é babaquice. Muito menos transei. E adivinhe só: sou feliz assim. Não que eu queira ficar assim pro resto da vida. Apenas creio que tudo na vida tem seu tempo. E tudo é apressado demais nessa geração. Whoa there, slow down…

E não, não estou aqui para dar uma de “crente pura, glória irmãos”. Longe disso. Quero apenas mostrar que tem algo errado nisso aí, e que esse pessoal vazio deveria se questionar. Mas eu duvido que isso aconteça.

Se você chegou a este blog, leu este post e se identificou, fico feliz. É sinal de que também existe vida inteligente na Terra.

O não tão esperado post sobre faculdades que a Ana prometeu

Pronto, leitor imaginário. A postagem (que eu prometi publicar em uns dois posts, acho) está aqui. Agora, acomode-se, aconchegue-se em sua cadeira: a forma com que abordarei este assunto pode lhe ofender, ou mais provavelmente, lhe fazer pensar que sou uma completa idiota – o que não deixa de ter um fundo de verdade. Afinal, o que você esperava de um blog cujo título é “Imbecil e Inexperiente”?

Não, leitor imaginário e universitário (ou já formado), não vou ofender a sua universidade. Farei pior.

Há anos venho pensando no que fazer depois que o Ensino Médio for concluído. Pensei em áreas diversas: Jornalismo, Publicidade, Letras, Belas Artes, e até mesmo Psicologia… Pensei uma vez. Duas vezes. Três vezes. Ouvi sugestões de parentes e amigos próximos. Pensei de novo. Ponderei. Pensei mais n vezes. E assim fui repetindo esse círculo vicioso, até chegar em uma conclusão:

“Eu não seria feliz sendo jornalista. Publicidade é bacana, mas não o suficiente. Letras pode parecer uma boa ideia, mas vou me frustrar. Belas Artes, hm, quem sabe, mas não. E a Psicologia deixo para o meu irmão, não sei nem porque pensei nisso. Quer saber de uma coisa? Vou fazer porra nenhuma! …É sério. Fuck the police, fuck the teachers, fuck the vestibular, fuck the ENEM, fuck the pedantes. (Não traduzi de propósito, viu, leitor bocó?)

Sim, amigo imaginário. Você leu e entendeu isso mesmo: EU NÃO FAREI A MERDA DA FACULDADE!

Agora imagino milhões de comentários aqui, que variam de “E O QUE VOCÊ VAI FAZER DA VIDA DEPOIS?”, “GURIA RETARDADA QUE NÃO SABE DE NADA DA VIDA” a “VAI TOMAR NO CU, IDIOTA!”.

Antes que a “nobreza” da internet resolva fazer comentários raivosos a esmo, permita-me explicar:

Nunca, em hipótese alguma, um diploma em qualquer curso que fosse poderia me fazer realizada. Gastaria 4 ou 5 anos da minha vida em algo que eu, com toda a certeza do universo, não usaria para nada além de dizer: “É, eu tenho um diploma, agora pare de encher o saco.”

O ponto é: não me identifico totalmente com nenhuma área. Nenhuma. Essas áreas que citei previamente têm, sim, algo que me interessaria. Note: apenas algo. Mas fazer o curso em si seria irritante, chato, e até mesmo depressivo – afinal, eu odeio ter que fazer algo que não escolhi fazer. Só o curso técnico já está sendo uma tortura, mas graças a Deus este é o meu último ano nessa merda.

Não nasci para ficar confinada em um escritório; seja mandando nos outros, seja sendo mandada por outros.

Não há nada neste grande “cardápio de profissões” que consiga capturar pelo menos 50% do meu interesse… E não é por vagabundice, não. Se fosse, eu admitiria. Nunca minto no que escrevo.

Além disso, creio que se não houvesse tamanha pressão das instituições de ensino, ninguém ligaria pra isso. Sim, pressão. Somos pressionados desde pequenos.

  • Primeiros anos do Ensino Fundamental (1ª série até a 4ª, mais ou menos): O que você quer ser quando crescer?
  • A partir da 5ª série: O que você vai ser quando crescer?
  • 8ª série: Já pensou no que vai fazer na faculdade?
  • 1º e 2º anos: O que você vai fazer na faculdade?
  • 3º ano (e 4º, pro pessoal que se fode no curso técnico como eu): Qual o seu nome? Fulano, diga o que você fará quando sair daqui. Ah, curso tal? Legal. Ok. E você aí atrás, qual é o seu nome e o que fará quando sair daqui? Hm, legal. Agora façam uma redação sobre a área que vocês vão trabalhar, valendo dois pontos e meio, pra entregar no dia 18.

Não entendeu aonde quis chegar com isso? Explico:

No primeiro tópico, somos perguntados sobre o que queremos. No segundo, o que seremos. No terceiro, já em tom de cobrança, se já pensamos sobre o assunto. No quarto tópico, o que faremos. E por último, o pior estágio de todos: a pressão chega a um nível tão escroto, a pergunta fica tão automática que nem se importam mais com o que queremos. Neste estágio, esquecem-se de perguntar se realmente queríamos isso para nós mesmos. Não chega nem a ser uma pergunta. Vira cobrança pura misturada com a famosa neura apressada de vestibular.

E nessa cobrança, entra o comportamento típico e questionável dos professores:

Típico blá-blá-blá de professor.

Nessa cobrança toda, os professores são como um Seu Barriga na vida dos alunos – uma versão muito mais chata e sem o brilho da criatividade genial do Chesperito. Os alunos normais, que aceitaram a pressão, são os moradores da vila. E eu sou o Seu Madruga: sempre devendo 14 meses de aluguel, sempre fugindo da barriga do Seu Cobrança. Digo…

Fora que com o diploma do curso técnico, eu tenho chances no mercado de trabalho. Sutilmente reduzidas pelo fato de ser mulher, mas estão aí. Logo, a falácia de “sem diploma, você não é nada” torna-se inválida. Não preciso de faculdade pra ganhar dinheiro.

Ah, já ia me esquecendo… Não quero ter uma vidinha comum e medíocre, aquela coisa de “vou me formar numa UniQualquer, num curso meia-boca, comprar minha casa e meu carro, me casar e ter dois filhos, a Maria Eduarda e o João Vitor”. Os tradicionais que me desculpem, mas não vejo graça nisso.

Deu pra entender onde quero chegar?

Mas não se ofenda, amigo leitor imaginário: não leve a minha opinião tão a sério. Se você quer fazer – ou já fez – faculdade e se sente feliz assim, faça, oras. Do mesmo jeito que a sua opinião não influi a minha em nada, a minha também não terá influências sobre a sua. Sabe, esse negócio de fazer discussões intermináveis na internet é tão 2006…

Não me xingue no Twitter, ok, amiguinho imaginário?

Ana out.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aos anônimos, com asco

Não, amiguinho. É asco mesmo, eu não digitei “saco” errado.

Recebo críticas desde que entrei no mundo dos blogs ruins – ou seja, desde 2008, quando publicava textos de qualidade duvidosa no blog No~Reason. Por increça que parível, eu gosto de ser criticada pelos motivos a seguir:

  1. Ninguém comenta nada nas minhas postagens, pois meus textos são enormes e ninguém tem saco pra ler. Agora eu digitei “saco” mesmo, e não “asco”. Mas de fato, todo mundo tem asco pra ler meus textos.
  2. Quando comentam, é um comentário babaca ou uma crítica sem fundamentos.
  3. Eu gosto de criticar os outros.
  4. As críticas sempre são mais engraçadas do que os elogios.

Entretanto, há um tipo de crítica que me diverte mais, que me traz um regozijo maior. Esta crítica, meus queridos leitores imaginários, é a anônima.

Quando o crítico normal faz seu ofício – o de reclamar a esmo –, ele admite o que diz e deixa seu recado com seu nome ou pseudônimo. Já o anônimo, não. Ele tem a capacidade de escrever o que pensa, mas não de dizer: “Eu sou o Fulano, acho isso, isso e aquilo, por isso seu blog é uma merda.” E é justamente por isso que o escárnio anônimo me entretém: nenhum anônimo tem colhões o suficiente para dar a cara a tapa.

O raciocínio do anonimato funciona assim:

“Eu não gosto da opinião desse cara. Talvez porque minha cabeça é pequena demais e não consigo pensar ‘para fora da caixa’. Mas a discórdia não é suficiente para mim. Eu TENHO que ofender esse cara. Ele não pensa como eu. Ele é um babaca! Vou dizer que o texto dele é ruim, que ele é burro e não darei nenhum argumento válido no comentário. Mas eu não tenho coragem de fazer isso, porque no fundo eu sei que estou fazendo merda… Ah! Mas a Internet me deixa fazer o que quiser anonimamente. Estou salvo!”

E eu tenho um histórico razoável de postagens que receberam comentários raivosos. Já falei mal de otakus, de shoujo, de Crepúsculo, dos pedantes fãs do Chico Buarque, da ida do Hermes & Renato (hoje Banana Mecânica) à Record, de yaoi e yuri… É, não é pouca merda. A massa burra com tendências fortes ao pedantismo me vê como uma espécie de “traidora do movimento”.

Por isso trago um apanhado de comentários que recebi (no meu antigo blog, no Tumblr e até no Twitter), para exemplificar o tipo de crítica que traz o meu júbilo.

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Onde: Blog No~Reason

Postagem: Por quê não sou mais otaku

Contexto: Fiz um texto explicando porque deixei de ser otaku. Um verdadeiro escárnio aos amantes retardados da cultura japonesa, mas que deixou a desejar nos argumentos. Para fechar o pastel, o Helton (grande amigo e outro autor do blog) ainda fez um update na postagem xingando o universo otacú (é assim que se pronuncia otaku, sabia?). Isso foi o estopim para que uma otaca que se identificava como “juh-chan *-*~” (sic) explodisse sua fúria em palavras, argumentos inválidos e uma porrada de emoticons. Aí você me diz: “Mas Ana, ela se identificou. Ela não é anônima”. Realmente. Mas ela só deixou o pseudônimo escroto, sem nenhum link que redirecionasse a qualquer site dela que fosse (orkut, twitter, blog…), além de ter deixado o comentário lá e nunca mais ter voltado. Eis que o Rafael, o leitor mais fiel daquele blog, se revoltou com a otaca e postou um comentário que é digno o bastante para ser publicado aqui. Enfim…

juh-chan *-*~ disse...

odiei esse texto.... q coisa mais preconceituosa isso sou otome (feminino de OTAKU pra quem num sabe.. ¬_¬) com orgulho sim!! eu amo eventos de anime *--*, amo minhas tokinhas e orelinhas <3, falo coisas em japones, tenho um monteee de bottons na minha mochila *o*~, amo anime e mangá *O*, e quero mto ir para o japao.... quem fala mal assim soh pode ser uma coisa "INVEJA", vcs num conseguem ser kawaiis estilosos e originais como nos OTAKUS E OTOMES, por isso ficam escrevendo essas coisas BAKAS na net!!! ¬_¬ o pior eh os comments aki, conseguem ser pior do q a pessoa q escreveu isso.... vcs sao gente sem opniao E SEM CULTURAAA, otakus sim tem cultura, ao contrario de vcs q nao entendem de nda!!! ÒÓ' vcs devem ter inveja dos JAPONESES tbm pq eles sao mto kawaiis e alem disso sao japas *o*~ e vcs sao soh brasileiros toscos!!! esse blog eh BAKA assim como as pessoas q postma aki... vcs nao merecem respeito nennhum!!! pq vcs nao sabem respeitar a cultura japonesa!!! SER OTAKU EH SER TDO DE BOM.... COISA Q VCS NUNCA VAO SER.... eh por isso q eu quero sair do brasil aki soh tem gente sem respeito!!! no japao eles respeitam os otakus sabia??? acho q nao neh, vcs nao entendem nda.... u_u' mas fazer oq neh, nem tdo mundo eh perfeito. vou para de escrever aki, acho q vcs ja forão mto humilados.... kissus da juh-chan pra vcs, seus BAKAS! ;*

Rafael rafss disse...

HSUAHSUASHASUAHSAUHS caguei de rir agora XD
"vcs devem ter inveja dos JAPONESES"
"eh por isso q eu quero sair do brasil aki soh tem gente sem respeito!!! no japao eles respeitam os otakus sabia??? acho q nao neh, vcs nao entendem nda..."
POBRE CRIANÇA, MEUS PÊSAMES A VC..
1° Da onde MTF "fãs de animes e mangás" são chamados de otaku no japão ... ¬¬
Otaku no japão eh ridicularizado eh alvo de gangs...
Vá se informar antes de falar...
Grandes conhecimento q vc tem do Japão sua noiada.
Da onde que otakus brasileiros como vc digasse de passagem são estilosos.. ¬¬ ateh os emos tem mais estilo.. fato/
Vai paga pau pra lolita, visual kei o caralho a4...
Vc não é nem nunca será algo alem de uma "modista"..
GAROTINHA Q SEGUE A MODINHA..
VAI CHUTA SACO DE BÓDE E NUM FODE..
"ui eu tenho botons lalalala
grandes merda vc usa botons de animes q nunca deve ter ouvido falar na vida... soh pq acha eles kwaii ¬¬. .. tenha o minimo de descencia pra ao menos fazer uma seleção... Quanto as toquinhas
HAHAHAHAHA aaaaa as tokinhas, ateh a faixa etária dos 9 anos tudo bem vc usar eh moh bunitinhas msm...
mas passou dessa idade eh o cumulo do ridiculo, as garotas brasileiras
por mais q tentem não ficam bonitinhas e fofas q nem as japinhas fato... vc eh mestiça sua desgrama.. eh feia geneticamente não vai ser uma toca q vai te dar status de algo ou te deixar fofinha...
Tenha dó ve se cresce..
Quanto a inveja de japones..
Putz admiro muito as qualidades deles, eles são fodas fato/
Agora vamos falar das coisas ruins do Japão neh filha...
Vai pra la e se acostume a rotina de não podes deles... anda sozinha na rua ca sua toquinha pra ver se uma gang não te espanca te estupra e manda o dedo pros seus pais..
com cortezias da mafia...
Como qualquer outro pais o Japão não é mil maravilhas eh questão de propaganda ¬¬...
Jah fiz otro post aqui caralho xP
Continuando, não força
ta você não fala japones, não sabe escrever em japones muito menos ler..
Compra mangá editado, assiste anime legendado, confunde lanchonete de chines com japones..
Vc eh fã msm.. Vai assistir tokusatsu com audio original em japa que nem a Ana faz... ou cria um fansine... com estilos de traços de desenho do mangá como o Hell faz...
Vc não tem qualidade nenhuma pra comentar sobre algo que você conhece tão superficialmente...
APRENDA UMA COISA QUEM TEM INVEJA DO JAPÃO, EH QUEM SE AUTO PROCLAMA DE "OTAKU", pelo que eu percebi vc não eh "viciada" nem nada vc eh uma lezada que mal conhece o mundo q gira em torno dos eventos no Brasil... Que em nada prestigiam a cultura japonesa ou algo do tipo..
Que hoje se resume a um antro de atrocidades, mediocridade, cheio de emos, manos, posers, garotinhas metidas a kawaii..
Resumindo um negocio..
Uma festa pra arrecadar dinheiro e soh...
ENTÃO CONTINUE SENDO SUPER FELIZ, SALTITANTE E LEZADA E ENTREGUE SEU DINHEIRO PRA UMA CAMBADA QUE EXPLORA UMA MODINHA ESCROTA, QUE EM NADA...NADA MSM, SE APROXIMA DA ROTINA DOS FÃS JAPONESES...
Cansei de digitar.. xP
O Blog eh show ta de parabens, se quizer respomder responda... com seus argumentos hyper construtivos.. senhora eu amo o Japão e não sei a diferença entre Kanagawa , Yamanashi e Fukuoka..
FA-LEI na sargada...

Ana "Satou" Caroline disse...

Juh-chan, você não tem argumentos. Inveja NUNCA vai ser um argumento, entenda isso.
E foda-se se você é otome. Você deveria se denominar otaku mesmo, afinal, otome no idioma japonês significa "moça virgem". (sem zoeira, isso é verdade)
Você é tão infantil que não notou que as suas ofensas (?) não conseguem ofender nem mesmo uma garotinha de 7 anos. "Baka"? Vai aprender a xingar, filha da puta.
"Sem cultura"? Nossa, quem vê pensa que você é uma menina muito culta. Não pense que só porque você tem um pouco de cultura a mais do que funkeiros que você não pode ser criticada. TODOS podem ser criticados, até mesmo Chuck Norris.
"e vcs sao soh brasileiros toscos!!!"
AHUAHUAHUAHUAHUAHUAUAHAHUHA, e você é o que, imbecil? Pode ter certeza, você não é japonesa.
Otakus no Japão são pessoas que têm um VÍCIO DOENTIO por animes, ficam trancados em seus quartos, VEGETANDO na frente de seus computadores, E SIM, eles são motivo de chacota por lá. Já que você adora animes, assista NHK ni Youkoso e você verá que isso é ridículo. E tem mais, os otakus brasileiros geralmente são emos digievoluídos.
Aposto que você só ouve música made in Japan e acha que o Bou é mulher. Aposto que você come miojo de galinha caipira com palitinhos de churrasco só pra TENTAR convencer de que você está comendo ramen. Aposto que você fica igual uma corça (corça: fêmea do veado) pulando em eventos de anime.
Vá tomar bem no meio do seu cuzinho de otome, se entupa de Mupy, pegue os seus 998428594527878346274387462753487826472364725427583475478718378748478 bottons e espete seus olhos com eles, pinte o cabelo de rosa PENSANDO que virou um anime, vá pro Bairro da Liberdade E RODE A SUA BOLSINHA KAWAII POR LÁ.
Fecha o cu pra falar com a gente, sua biscate metida a japonesa.

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Onde: Twitter

Postagem: “gente que se acha super inteligente porque ouve Chico Buarque”, ou algo assim. Em letra minúscula e sem ponto final mesmo.

Contexto: O tweet está aí em cima. Bastou eu dizer isso para que os pedantes me atacassem.

Acho que tweetei isso há quase 1 ano. Não tenho print screens nem nada, mas garanto que o pessoal da “Família MPB S2 S2” queria comer meu cu em um espeto.

Primeiro, uma mulher, na tentativa de passar uma imagem de “diplomata”, disse algo que se assemelha a isso:

“Críticas a gostos musicais não levam a nada. É infantil e desnecessário.”

A parte engraçada ainda está por vir. Um homem – provavelmente homoafetivo, sem preconceitos –, exprimiu seu ódio em letras garrafais:

“QUEM VC PENSA QUE É P/ FALAR MAL DO CHICO SUA COISADA!!!”

Não lembro o que respondi para esses coisados. Mas posso afirmar que o que escrevi não foi uma crítica ao Chico Buarque, por mais que eu não veja grandes coisas no trabalho dele. A crítica era aos fãs metidos a intelectuais dele. E o fato de eles terem expressado tanto ódio por causa de um mísero tweet comprova o que escrevi: gente que se acha super inteligente porque ouve Chico Buarque. E de novo, eles não eram anônimos, estou ciente disso. Mas a atitude deles de mandarem os tweets e depois apagar é igual a atitude de um anônimo: na hora eles tiveram coragem para dizer o que pensavam, mas depois se arrependeram e apagaram.

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Onde: Tumblr

Postagem: Foto de uma frase que escrevi no quadro branco do quarto da minha prima Celene. Quem tirou a foto foi ela mesma, por vontade própria. “’E as vaquinhas que, por onde passam, deixam seu rastro de bosta.’ (Clarice Lispector)” era a frase maldita que causou risos em alguns amigos. Sinceramente, não achei a frase engraçada. Achei tosca, e só.

Contexto: Dei uma editada básica na foto e coloquei o endereço do meu Tumblr nela, e a publiquei no mesmo. A postagem se constitui da imagem seguida dos dizeres: “Minha humilde homenagem ao pessoal que compartilha frases de autores como Clarice Lispector ou Caio Fernando Abreu na esperança de passar uma imagem de pessoa culta. Afinal, Mamonas Assassinas também é cultura, seus pseudo-cults.” A postagem recebeu 16 notes e ninguém reclamou disso. Isto gerou um ódio profundo por mim no coraçãozinho de uma integrante anônima do Esquadrão Lispector.

Quando desenhei o poker face, tive uma premonição: afinal, esta foi a cara que fiz quando vi tanto ódio escrito.

A pessoa me enviou a seguinte ask:

“kkkkkkk caraleo, mina passar imagem culta? Se foder. Não tem nada disso. E amor por leitura. E se tu não gosta de nenhum dos dois não perde teu tempo mandando recadinho SEM SENSO pra quem curte, beleza? Porque da a imagem que tu ama os dois mas ta do armário ainda. Fica na tua porra.”

Confusa, sem entender o porquê da ira, respondi:

“Como se fica na porra? Se eu nasci, já não sou mais uma porra. HAUHAUHA

A julgar pelo jeito que você escreve, você não aparenta ter o costume de ler. Quem escreve “caraleo” e posta em anônimo não merece meu respeito.

E pelo amor de Deus, tenho poucos followers, reblogo grande parte dos posts que vejo, raramente produzo algo aqui, e você vem se revoltar com UMA imagem? Vá tomar um anticoncepcional pra ver se essa sua TPM passa… Ou vá dar. Mais simples e econômico.

Ana out.

A partir daqui, iniciou-se um ping-pong de três sets, digamos assim. Ela enviava uma ask, eu respondia, e assim vai. Enfim, aqui está o segundo set:

“A burra aqui é tu pelo visto. Caraleo -palavrão- está escrito de forma CORRETA, mina. Se tu não sabe ''caraLHo'' não é palavrão; e sim aquela cestinha de embarcações antigas de onde costumam gritar ' 'terra a vista '', burra. kkkkkkk Ta vendo? Nem ortografia tu sabe, mano. Faz assim, primeiro tu vai aprender gramática e depois a gente leva um papo de gente que entende que escreve direito. Ok?”

“E você continua postando em anônimo. Se você escreve anonimamente, é sinal de que, de certa forma, consigo lhe intimidar. Caso contrário, você não teria medo de dar a cara a tapa. Se você tem medo de se responsabilizar pelo que escreve, sugiro que saia da internet. Meu respeito por você é nulo.

A melhor coisa a se fazer quando se é criticado na internet, é ignorar os comentários e continuar publicando merda. Mas no meu caso, sou uma nerd que não tem nada pra fazer nas férias. Por isso ainda lhe dou um mínimo de atenção. Pra mim, não basta publicar merda: eu tenho que dar atenção pra merda também.

Sabe, eu falo o que penso e assumo. Se eu quero dizer que sou idiota, digo: “Eu sou idiota - Ass.: Ana”. Se quero dizer que fulano é idiota, digo: “Fulano é idiota - Ass.: Ana”. Se eu tivesse tirado a virgindade da sua mãe, deixaria um bilhete no clítoris dela com os dizeres: “Fui eu quem tirou a virgindade da sua mãe, por mais que eu seja heterossexual e não tenha um pênis para fazer isso - Ass.: Ana”. E você fica aí, se escondendo na anonimidade, fazendo cu doce por causa de UMA imagem, que nem eu mesma acho inteligente. 

A Lispector ou o Abreu por acaso são seus parentes? Mesmo que fossem, eles estão mortos. O que eles vão fazer, ressurgir dos mortos e comer meu cérebro por causa daquela foto besta? Você está surtando por estes autores como a Família Restart surta pelos garotos (?) coloridos. Só que, em vez de xingar muito no Twitter, você está xingando muito no Tumblr. Grande diferença.

Uma dica, bastardo anônimo… Ou bastarda anônima, né? Como você não se identifica, vou te encarar como uma ameba: sem sexo, sem nada, só uma ameba. Se você leva tudo o que vê na internet a sério, é sua obrigação como ser vivo tomar no cu. 

E pra você não ficar carente da minha atenção, deleite-se com a imagem a seguir:

"Lispector (Red)! Drummond (Yellow)! Abreu (Green)! Itsudatte yondekure... RISUPEKUTAAAAA"

Muito obrigada, boa noite e desejo que você e toda a sua família tomem no meio de seus cus.

Ana out.

Para terminar a incrível saga de 3 capítulos, a pedante dá o último ar da graça:

“kkkk Mina, tua PSEUDO moral de 'nerd' comigo nunca existiu. E olha, o que te falei foi em relação a ortografia, sacou? Se tu diz ser uma ''NERD'' -kkkk- como que tu não sabe nem diferenciar Caraleo de Caralho? Mano, quer ser nerd? Vai estudar e aprender a diferenciar as palavras. Quem falou em Restart? Hua, acho que vou parar de dar moral pra Re's'tardados, por que né....Enfim, passar bem.”

CARALHO!

E por acaso eu sei quem você é, para fazer uma análise tão perfeita da minha personalidade, a ponto de apontar que a minha “PSEUDO moral de ‘nerd’” nunca existiu para você? Não tenho conhecidos cagões, desculpe. Mentira, tenho, sim. Mas duvido que você seja um deles.

Saber diferenciar “caraleo” de “caralho” nunca fez diferença na vida de ninguém. A não ser na sua vida, afinal, você deve adorar caralhos.

Seu conhecimento em “cultura nerd” é bem escasso, pelo jeito. Ser nerd não significa ser necessariamente alguém que devora livros e vive de corrigir a ortografia alheia. O nome disso é CDF chato pra caralho pedante com déficit de atenção.

E você, com a sua pontuação extraordinária? Na primeira ask, vossa caralhência disse: “Fica na tua porra.” Para alguém tão pedante, essa vírgula que faltou nessa frase fez uma enorme diferença. Vossa caralhência quis dizer que era para eu ficar na minha. Mas, sem a vírgula, deu a entender que é para eu ficar na minha porra. Primeiro que eu nem produzo porra. Segundo, não há mais como eu ficar na porra. A não ser que você queira viajar no tempo, mais especificamente para os anos 90, a fim de fazer a minha mãe me abortar. Entretanto, mesmo que você chupasse o caralho do Doc Brown você não conseguiria fazer tal proeza.

Não pare de falar comigo, vossa caralhência. Somos igualmente retardados. Eu, por ainda te responder, e você por ter se revoltado por causa de uma imagem. Não recebi nenhuma reclamação por causa daquela imagem. Você foi o único ser iluminado, que se acha a pica pedante das galáxias, que ficou de putaria por estas bandas… Não reclamaram não porque riram da imagem; mas não reclamaram porque ignorar era a melhor opção. Estressar-se à toa devido a uma postagem no Tumblr é idiotice demais.

Mas antes de acabar com a minha diversão, me responda: como se fica na porra, caralho?”

E até agora ela não me respondeu como se faz para ficar na porra. Caralho

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Por enquanto é só. Digo isso porque tenho uns dois textos a caminho, que com certeza despertarão a ira de muitos adeptos do pedantismo. Uma dica: um deles fala sobre faculdades.

E sim, eu adoro usar a palavra “pedante”. Um dos piores xingamentos que podem ser usados na internet. PEDANTE, PEDANTE, PEDANTE.

“We don’t deliberately set out to offend. Unless we feel it’s justified.” (Graham Chapman)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mamãe, quero ser comediante!

Não escrevi isto por raiva. Escrevi devido a uma sensação que mistura risos com indignação. Se quiser, não leia. Eu mesma não li, só vomitei as palavras aqui. Ah, passe o mouse nas imagens para ler comentários extras. E acredite, esse post tem muito a ver com esse aqui.

Fiquei sabendo de um flash mob do CQC aqui na cidade de Curitiba – aquela cidade em que as pessoas andam de cara fechada e ninguém cumprimenta ninguém. Ou aquela cidade que tem o sistema de transporte público menos pior do país… Você decide. Li sobre o que seria feito no tal flash mob, afinal, seria idiotice ir num lugar e não fazer absolutamente nada. Eis que leio o seguinte:

Não dá pra respeitar alguém que confunde "mas" com "mais", flw champs

Primeiramente, tente esquecer o português de adolescente fã de Restart. Aliás, não tente esquecer. Eu preciso fazer uma pergunta aqui: por que a maioria dos adolescentes escreve desse jeito? Nunca vi um cara com mais de 20 anos escrevendo assim. É da geração ou algo do tipo? Além da pessoa escrever com aquele toque irritante de adolescente, ela passa a imagem de “oi, eu não leio nada, não escrevo nada e mesmo assim criei um blog”, ou ainda a imagem de “escrevo tão bem quanto uma menina da 5ª série fazendo uma redação que vale 5 pontos”.

Agora, analisemos a idéia (sim, eu ainda acentuo “idéia” e fuck the police, meu português é oldschool) do flash mob: ir lá no shopping – que shopping? Ô textinho informativo –, trajando roupas pretas ou brancas, entrevistar as pessoas do shopping (?) portando uma plaquinha com o seu username de Twitter ou com o nome do seu fã-clube escritos e carregando ainda livros, DVDs ou CD de autoria de algum dos integrantes do Custe o Que Custar.

Ô, minha filha… Cadê a lógica nisso aí? Vocês vão perguntar o quê para os pobres transeuntes? Não sei se vocês sabem, mas… Toda entrevista tem um propósito. Ou vocês acham que um repórter entrevista o povo por que quer? Ele está lá porque ele é pago para fazer isso. E também porque ele está apto para isso. Se não estivesse, não seria contratado para o programa. Eles (os CQCs) estão lá porque eles estão preparados para qualquer tipo de resposta e por terem a capacidade de fazerem piadas espontâneas (favor não confundir com “trollagem”, porque isso até os moleques da minha rua fazem)… Capacidade esta que eu duvido que vocês tenham. Ah, e vão entrevistar com o quê? Vocês têm microfones?

E qual é o lance de “tentar” a música “Todo Mundo na Balada” do Cortez? Vocês vão tentar cantar, dançar…? Nunca tive tantas dúvidas desde a minha primeira aula de Lógica de Programação.

Agora, vamos dar uma olhada nas regras…

VISH MANO TU É MAIS MÁ DO QUE A PAOLA BRACHO
E se eu pegar uma amidalite fodida? E se eu for atropelada? E se o papagaio da vizinha for atingido por uma caralha voadora com lasers? Aí fodeu de vez. O maior medo da minha vida é ser bloqueada no Twitter por uma guria de 15 anos. Se isso acontecer, minha vida não terá mais sentido. Ó, meu Deus, o temor!

AH VÁ, É MEMO?
Que bom. Afinal, nunca vi um CQC com calça verde-limão e camiseta fúcsia com gola em V. Próximo.

Vamos fazer merda e divulgar na rede mundial de computadores pra minha mãe ter vergonha de ter me parido
Sim, vamos gravar o vexame (porque eu duvido que saia algo engraçado disso) e postar no YouTube pra Internet inteira ver!

TÔ SEM FOLLOWERS, SOCORRO
Me manda uma mention me xingando, tio… Sem mais. Próximo.

oi comprei teus podruto agora casa comigo amor bj
Oi, quero mostrar que não sou poser.

Enfim… Soube que esse flash mob – que promete ser um grande fail – será realizado no Park Shopping Barigui: um shopping daqui que é famoso por ser frequentado por peruas. Mas isso é só um mero detalhe importante que foi omitido no texto…

Depois cliquei no perfil da senhora moderadora do blógui. E foi aí que eu ri até ejetar meu pâncreas.

RIARAIAIRIRAIR QUE ENGRAÇADO FLW MANO TO SAINDO DO SEU CORPO
Tipo assim

Acredite, amiguinho leitor: o português piora ligeiramente no perfil. Se você for o Professor Pasquale, aconselho que retire o revólver .38 da gaveta e vá em busca dessa garota após ler o conteúdo do print screen a seguir:

Ainda bem que ela reconhece que escreve mal...

O perfil acaba de verdade aí. O resto é apenas fan-girling dela sobre o Maurício Meirelles.

A introdução em si já é típica de aborrescente. Digo isso porque o primeiro parágrafo do texto do link “Ana, que Ana?” que está ali embaixo do header do meu blog é semelhante.

Atenção para a ausência de lógica no texto da menina: no início ela diz que é comediante stand-up e de improviso. Depois, ela mesma afirma que tem os textos consigo, mas que só vai divulgá-los numa twitcam (?), depois que ela entregar o texto pessoalmente para o Maurício Meirelles (??), porque ela quer que ele seja o padrinho de stand-up dela (???).

Ah, se essa guria soubesse que fazer stand-up comedy não é tão fácil quanto parece… Se ela tem o texto mas não o apresentou ainda, não adianta porra nenhuma. Material se testa com a platéia, pisando no palco, e não na frente de uma webcam. E as chances dela mostrar esse texto para o Maurício Meirelles sem o próprio dizer “tá uma bosta, tenta de novo” são mínimas. Afinal, pelo que li desse perfil, ela não demonstra ter conhecimentos razoáveis de comédia. Se ela crê que ter um CQC como padrinho de stand-up dela é tão fácil, ela tem mais é que quebrar a cara mesmo.

A “comunidade” stand-up é bem unida. Entretanto, isso não significa que “o” Maurício Meirelles sempre estará à disposição dessa energúmena para ler o material dela. Ele, como integrante do CQC, está ocupado gravando matérias; e como stand-up comedian, está ocupado fazendo apresentações pelo país.

Além disso, ela deve estar ciente de que fazer stand-up comedy é fazer comédia em alta velocidade. É piada atrás de piada. Primeiro, uma observação “bacana”, depois a piada. Aliás, aposto que o material dela é constituído apenas de observações bacanas. Fora que um comediante stand-up DEVE ser original. Ela pelo jeito repete as piadas para os colegas da sala e se acha a xoxota das galáxias em termos de risibilidade. Repetir é fácil; criar é uma dádiva para poucos.

Engraçado é ela falando que é maria-comédia. Isso está certo. Ela é só uma maria-comédia, não é uma comediante de verdade. Isso não significa que ela entenda alguma coisa de humor. Veja as fãs enlouquecidas do Neymar, por exemplo: você diria que alguma delas realmente entende de futebol?

E ela ainda afirma que é dona de 24 fã-clubes. Nossa, que legal pra alguém que quer ser reconhecida no “fandom da comédia” e não sabe como.

Além disso, ela fica triste/ofendida/whatever quando dizem que os humoristas não vão levá-la a nada. Os humoristas não, mas o humor sim. Humorista de verdade faz piada até com uma situação ruim que ele mesmo vivencia. E confesso que criei uma certa simpatia pela mãe dessa garota, afinal, é ela quem diz as verdades pra essa energúmena.

Enfim, nada mais justo do que terminar essa bíblia que escrevi com os seguintes dizeres: essa guria, além de ter nome de pobre, é noob e desejo que ela tome no cu.

UPDATE: Adiaram o flash mob para este sábado (04/02). Não vou nem fodendo.